Zenilda Ribeiro
Escrever é um ato libertador e uma forma de me reinventar.
Textos
A outra margem

No outro lado da folha.
Na outra margem.
Do lago, do rio,
Do livro, da vida
O que há?
O que vou encontrar?
Talvez seres atormentados.
Talvez possuídos, possessos.
Presos aos próprios limites.
Ou no limite da exaustão.
Num mar em agitação.
É que a outra margem
Pode nos conectar ao todo.
E o todo pode revelar fragilidades.
O todo pode revelar-se ínfimo.
Na outra margem
Posso me encontrar.
E talvez esse seja um dos medos.
É que a água
Não corre apenas por uma margem.
A história não se passa
Numa margem única.
Ela acontece de margem a margem.
E a outra margem também é rio.
É preciso ir até a outra margem.
Lá posso encontrar as chaves
Para a libertação.
Mas a escolha é minha.
Atravessar até a outra margem.
Procurar as chaves.
Usá-las ou simplesmente,
Mesmo com as chaves
Ignorá-las e voltar à mesma margem.
Não tenha medo da outra margem.
Lá pode está o tesouro.
Lá poderás encontrar as pistas
Para o desfecho do enredo.
Ou criar outro enredo.
Mais atrativo, mais envolvente.
Porque a história acontece.
Também na outra margem.
Zenilda Ribeiro
Enviado por Zenilda Ribeiro em 30/06/2021
Alterado em 30/06/2021
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